terça-feira, 9 de novembro de 2010 | By: Marcello

Pompéia

Amor é uma erupção vulcânica

Como lava que escorre e lava a alma
Cinzas que cegam, acabam com a calma.

O fogo ataca no alvo e lentamente o derrete
Não há ramo ou galho que se mantenha inerte

A fervura fornecida pela passagem do vermelho rio
Evapora riachos precipitando-os em distantes lugares
Separando daquele aquilo que mais se precisava e o fogo riu

Grama, arbusto, tronco. Cada vez mais, longe do chão, separado
Quão grande o fluxo será a destruição, as negras avenidas formadas
Na região, ferida fixada, impossível reparar, humanamente construída

O caminho percorrendo, sem volta, fluxo diminuindo, sentimento esvaindo
Gravidade impiedosa, ao chão arrasta, nada sobra, nada voa, nada sente, vive
Na base se solidifica, dura, transformado em pedra, dura, fria, impossível de vida
O resto assolado é por, vindas do céu, cinzas, negras, que sufoca, mata e sobrevive


Marcello Kairalla
09/11/2010

2 comentários:

Anônimo disse...

Fogo que destrói e ilumina,
Que fecunda e retira vida
Lava, fogo em água
Que corre e muda os caminhos
Amor, luz e sombra mesclados
Cria e recria e rerecria
Vulcânico, voraz, volátil
Vapor, veloz, vital
Plínio Cutait

Pedro disse...

Seu poema me deu inspiração para fazer a redação da Unicamp! hahahaha

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