quinta-feira, 17 de junho de 2010 | By: Marcello

Faces

Mais um texto com caráter autobiográfico, um pouco alterado.
O homem de Muitas faces

Era uma tarde, muito diferente, mas ao mesmo tempo calma. Ok não era tão diferente, pensando bem era muito normal. Um dia nublado, mas havia sol em algumas regiões de São Paulo. Uma bela manhã para o trabalho de um homem.
Este homem muitíssimo sério era extremamente realizado profissionalmente mesmo sendo ligeiramente jovem, não tendo ultrapassado os 30 anos.
Esta era um das faces deste homem, a de um profissional quase inigualável, distinto em sua categoria, mas ele também se destacava por outra característica, um homem sonhador, capaz de ver e sentir as coisas de uma maneira diferente, isso o fazia viver em um estado de êxtase.
Durante seu trabalho só sofria com uma coisa, ele mesmo. Não por que se distraísse, não que tivesse qualquer coisa, apenas faltava-lhe algo.
Um homem também divertido, engraçado, sempre inteligente. Com os amigos, vivenciou de todas as graças imagináveis, consolou e foi consolado, não que fosse um homem triste, mas algo o incomodava.
Presenciou de tudo, prometeu, ajudou, correu atrás, foi fiel. Outra de suas faces, se sentia muito bem ajudando o próximo, o que fez com que várias vezes entrasse em situações desagradáveis, a única coisa que o fazia voltar a si era uma coisa que ao chegar destruía tudo, e o desanimava.
Nunca deixou de ser um homem extremamente misterioso, o mistério suaviza todas suas dores, e aumentando sua auto-estima e realizando seu maior sonho, tentar com que os outros pensem nele como pensa nos outros. E para alcançar este feito ele, o das várias faces, trocava de atitude frequentemente, e isso talvez para pessoas baixas transformou-o em falso.
Mesmo sempre procurando a perfeição em tudo que fazia nunca deixou de ter sua face flexível, altamente ajustável à tudo que acontece a sua volta. Afora um acontecimento, o fato de sempre ser perturbado por uma força que não sabe explicar.
Esta força é o amor, e por mais que ele o perturbe, desanime, lhe deixe com sensação de falta, ou sua fome por ele o excluísse, ele adorava, o Amor. Tanto fazia qual das faces ou roupas ele vestisse, sempre, indiferentemente amaria, exatamente como eu a amo.
Marcello Kairalla
01/10/2007

5 comentários:

Anônimo disse...

poo, ano sabia desse dom! gostei maaaa

Anônimo disse...

nossa..mt bonito viu...é no fundo a maior vrdd..AMEERI

Anônimo disse...

Nossa...mt mt mt bom..captei direitnho o que vc quis dizer...AMEII

Anônimo disse...

honestamente, impressionante...

Anônimo disse...

ta bom, mas vc pode desenvolver melhor o texto: tenta ser mais verossimil com a realidade que vc constroi, buscar palavras ou expressoes que sejam capazes de dar o sentido pleno do seu pensamento.

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